Monstrolho, Olhifício, Minha Viagem com Félix (Guattari)

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    Essa combinação não existe.



    Eu o vi algumas vezes, nos anos de 1970, para dizer a ele que eu não conseguia trabalhar e ia embora. Foi no outono de 1981 que voltei a vê-lo porque fui obrigada a cancelar uma exposição na Galeria Jean Briance. Depois de um verão inteiro de trabalho, eu não tinha nada para mostrar, ou quase nada. Félix disse: “Tudo bem, você não trapaceou com a sociedade”. Ele concordou em me analisar, e eu estava pronta para isso. Escrevia meus sonhos em uma folha de papel que levava para ele junto com as notas de trabalho. Em um primeiro tempo, eu evitava ritmos e rimas. Félix, pelo contrário, me encorajava. No verão de 1982, por ocasião de uma temporada com minha família na Alemanha, fiz uma pergunta a meu pai que nunca havia feito sem mesmo saber que era proibida. De volta a Paris, deitada no meu sofá, na rua de Condé, número 9, disse a resposta a Félix. Ao me acompanhar até a porta, ele passou o braço em torno dos meus ombros. Nunca mais falamos sobre isso. Em dezembro daquele mesmo ano, Félix disse: “A análise terminou e continua”. E continuou até a morte dele. Foi então que comecei a fazer um livro daquelas folhas soltas e espalhadas que ele chamava de minhas “escrituras”. Félix tinha me encorajado a fazer isso e até mesmo encontrou o título: “Você não quer escrever A história de Sweety? Escrevi A história de Sweety, colocando sua história de lado.


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